Se o TRT confirmar essa avaliação, estaremos a um passo do Adicional de Periculosidade

Nilson Duarte, presidente do Sindicato da Pesada, comanda o piquete da greve, em frente à obra do Cenpes, no Fundão

O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu Parecer considerando a greve dos trabalhadores do Cenpes “não busiva”, ou seja, dentro da legalidade. Essa é uma vitória parcial da categoria, que agora espera o julgamento da greve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o resultado da perícia solicitada à Justiça do Trabalho sobre o risco de vida na obra do laboratório do pré-sal da Petrobrás, no Fundão.

Desde 1º de março os trabalhadores do Cenpes estão em greve reivindicando um adicional de periculosidade correspondente a 30% do salário. O Sindicato da Pesada (Sitraicp) dirige o movimento desde que os trabalhadores denunciaram que em 8 de janeiro começou a passar gás pela tubulação da obra, trazendo risco de vida para os empregados do Consórcio.

Antes da greve, fizemos três reuniões com a direção do Consórcio, que ignorou o aviso de que haveria a paralisação a partir de março. Desde o início, os patrões se negam a pagar o adicional e chegaram a providenciar uma “perícia” feita em dezembro passado, antes do gás circular pelas tubulações. Em 1º de março, 98% dos empregados decidiram em assembleia cruzar os braços na luta pelo Adicional de Periculosidade e até hoje o movimento está de pé. Já houve duas reuniões no Tribunal, que negou-se a punir o Sindicato, conforme pedira o Consórcio, e ainda não há data marcada para o julgamento da greve. O MPT solicitou ao TRT uma perícia oficial sobre os riscos na obra do Cenpes.

Para o MPT, nossa greve é legal!

“Acresça-se que outras empresas que também desenvolvem obras para a Petrobras já pagam o Adicional de Periculosidade”

“Pronuncia-se o Ministério Público do Trabalho pela declaração da não abusividade da greve.”

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